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Submeta questões para serem discutidas em um dos Grupos de Trabalho (GT) da Reunião da Rede SciELO ou nos painéis da Conferência SciELO 20 Anos.

Grupos de Trabalho da Reunião da Rede SciELO (24-25 de Setembro):

GT1 – O ontem, hoje e amanhã da Rede SciELO

A Rede SciELO se desenvolve há 20 anos como uma notável cooperação internacional em comunicação científica em acesso aberto. A rede consiste de coleções nacionais de periódicos publicados por sociedades científicas, associações profissionais, universidades e outras instituições de ensino selecionados segundo critérios de indexação baseados em padrões internacionais e boas práticas de edição científica. Em 2018, a rede opera em 15 países ibero-americanos e na África do Sul. Na maioria destes países as coleções SciELO refletem a implantação de políticas nacionais de apoio ao avanço da pesquisa e sua comunicação com ênfase nos periódicos publicados nacionalmente e são financiadas e lideradas por organizações governamentais de apoio à pesquisa.

A cooperação internacional está fundamentada no entendimento comum que os periódicos de qualidade editados nacionalmente cumprem funções essenciais nos sistemas nacionais de produção científica, como são a comunicação de pesquisas com centralidade nacional ou regional no que se refere aos objetos de estudo, prioridades e públicos alvos e ao desenvolvimento de disciplinas e comunidades de pesquisa particularmente no que se refere ao ensino e às infraestruturas e capacidades de comunicação cientifica, e, a partir das funções anteriores, participar ativamente no fluxo global de informação científica. Os periódicos SciELO são de diferentes disciplinas e, além do inglês, publicam nos idiomas nacionais dos países da rede SciELO. O SciELO destaca também que a capacidade de publicar periódicos de qualidade é parte essencial da capacidade de fazer pesquisa de qualidade.

A Rede SciELO é descentralizada em sua governança, financiamento e operação. É estruturada por um conjunto de princípios, objetivos e funções comuns que conformam o Programa SciELO. Os princípios se referem, em primeiro lugar, à concepção do conhecimento científico como bem público que é melhor realizado pela comunicação em acesso aberto, em segundo, ao trabalho em rede para maximizar as contribuições e os ganhos, e, terceiro, à adoção do estado da arte com adesão aos padrões, controle de qualidade e inovações em todas as etapas da comunicação das pesquisas. Os objetivos específicos são promover ativamente o aumento sustentável da qualidade editorial, visibilidade, uso e impacto dos periódicos e das pesquisas que comunicam. Os objetivos são alcançados por meio do fortalecimento e desenvolvimento das infraestruturas e capacidades nacionais de comunicação científica. As funções compreendem, primeiro, a indexação com foco na seletividade de periódicos de qualidade e seguimento do desempenho, segundo, o armazenamento de metadados e textos completos, preservação e publicação, e, terceiro, disseminação e interoperabilidade. A implantação metodológica e tecnológica dos princípios, objetivos e funções do programa conforma o Modelo SciELO de Publicação.

O escopo do Grupo de Trabalho (GT) tem como escopo principal o compartilhamento do estado de desenvolvimento das coleções nacionais da Rede SciELO, contextualizadas no sistema nacional de ciência e tecnologia e nas políticas nacionais de apoio aos periódicos e de valorização dos periódicos SciELO nos sistemas nacionais de avaliação da pesquisa. O GT discutirá também a evolução das coleções nacionais segundo as linhas prioritárias de ação para os anos 2019 a 2023 que se caracteriza pela adoção de boas práticas de comunicação científica e alinhamento com a comunicação da pesquisa na ciência aberta. Finalmente, o GT abordará também a atualização das metodologias e tecnologias do Modelo SciELO de Publicação. As análises e o debate serão conduzidos por representantes das coleções nacionais, editores de periódicos e especialistas. O grupo contará também com a presença de representantes de outros programas nacionais de publicação de periódicos em acesso aberto.

GT2 – Relevância histórica, acadêmica e social dos periódicos SciELO

A principal justificativa da existência e importância do Programa SciELO advém do reconhecimento da relevância dos periódicos editados nacionalmente nos respectivos sistemas nacionais de pesquisa. Este reconhecimento é evidenciado historicamente pelo fato que na maioria dos países da Rede SciELO, uma parte importante da produção científica é melhor comunicada em periódicos editados no país por sociedades científicas, associações profissionais, universidades e outras instituições de ensino e pesquisa.

Os periódicos de qualidade editados nacionalmente cumprem funções essenciais nos sistemas nacionais de produção científica. Por um lado, está a função de avaliação e comunicação de pesquisas com centralidade nacional ou regional no que se refere aos objetos de estudo, idiomas de publicação e prioridades que informam diferentes públicos, majoritariamente os da academia nas atividades de pesquisa e ensino, mas também empresas e profissionais e formuladores de políticas públicas. Por outro, publicar periódicos de qualidade crescente fortalece as infraestruturas e capacidades nacionais de comunicação científica, que é uma função chave no fluxo de produção científica. A partir destas funções, a publicação de periódicos de qualidade contribui para que o conjunto das disciplinas, áreas temáticas e comunidades de pesquisas participem ativamente do fluxo global de informação científica.

Em boa parte, estes periódicos se sustentam operacionalmente com alguma contribuição de recursos públicos seja pela natureza das organizações responsáveis como as universidades por exemplo ou por programas governamentais de financiamento de periódicos. Entretanto, a maioria depende da dedicação de pesquisadores que compõem o corpo editorial e muitas vezes de comunidades de pesquisas. Em nenhum caso os periódicos indexados pelo SciELO têm finalidade de lucro, não obstante uma parcela deles serem publicados por empresas ou fundações privadas. Ao mesmo tempo, as coleções nacionais da Rede SciELO, lideradas e financiadas em sua maioria por organizações nacionais de apoio ao desenvolvimento científico, são expressões de políticas públicas de apoio à infraestrutura de pesquisa e sua comunicação. De fato, as coleções SciELO consolidadas reúnem o núcleo dos melhores periódicos publicados nacionalmente com o objetivo de coletivamente aperfeiçoar a sua qualidade editorial seguindo o estado da arte e fortalecer e ampliar a sua visibilidade nacional e internacional medida pelo uso, influência e impacto.

Entretanto, um indicador chave da relevância atual e futura dos periódicos nos sistemas nacionais de pesquisa é o reconhecimento e valorização que recebem nos sistemas de avaliação de pesquisa.

O escopo proposto para este grupo de trabalho abrange a análise e debate da relevância histórica, acadêmica e social dos periódicos indexados pelas coleções SciELO enquanto veículos de comunicação de pesquisa para a criação, desenvolvimento e consolidação de comunidades acadêmicas e suas capacidades de fazer e comunicar pesquisas em diferentes disciplinas e áreas temáticas assim como a contribuição para o ensino, atualização de profissionais e políticas públicas. Ao realçar a relevância dos periódicos SciELO nos sistemas nacionais de produção científica, a perspectiva é promover a devida valorização nos sistemas nacionais de avaliação de pesquisas.

GT3 – Relevância dos Periódicos de Saúde Coletiva em informar a pesquisa, a educação, os serviços de saúde e a cidadania

Os periódicos de saúde coletiva da Rede SciELO acumulam notável experiência na articulação de seus objetivos, interesses, funções, expectativas e sustentabilidade operacional e financeira, a partir de uma ampla diversidade de origens institucionais, áreas temáticas prioritárias, práticas editoriais e posicionamentos sobre o papel dos periódicos no progresso e comunicação da pesquisa. Essa condição dota a sistematização da gestão, operação e políticas editoriais dos periódicos de saúde coletiva com enorme potencial para contribuir para o avanço da discussão sobre o futuro dos periódicos e do próprio Programa SciELO, em especial no que se refere ao aperfeiçoamento editorial e o alinhamento com as boas práticas de comunicação da ciência aberta.

As propostas de aperfeiçoamento editorial e de adoção das inovações de comunicação preconizam o aumento da eficiência e desempenho dos periódicos no cumprimento das suas funções. Os periódicos de saúde coletiva abarcam um amplo leque de objetos de pesquisa, de públicos e de campos de influência e impacto, como são o avanço da pesquisa e do ensino no âmbito acadêmico, o avanço da atenção à saúde no âmbito dos sistemas e serviços de saúde públicos e privados incluindo a atenção individual por especialistas assim como na formulação de políticas públicas, e, finalmente, ao informar a cidadania no sentido de decisões baseadas nas melhores evidências da pesquisa científica.

O escopo proposto do Grupo de Trabalho de Periódicos de Saúde Coletiva abrange três dimensões importantes. Primeiro, a experiência da articulação entre periódicos. Segundo, a contribuição dos periódicos para o avanço da pesquisa, da atenção à saúde, para informar políticas, tomada de decisão de autoridades e da cidadania. Terceiro, estender [generalizar] a relevância dos periódicos temáticos de saúde coletiva para a função dos periódicos editados nacionalmente em geral por comunidades de pesquisadores, sem fins lucrativos, que, em diferentes condições, contribuem para o avanço do conhecimento e da capacidade nacional de criar, comunicar e usar conhecimento científico.

GT4 – Desempenho dos periódicos SciELO

Uma das funções básicas do Modelo SciELO de Publicação é o seguimento do desempenho dos periódicos, das coleções nacionais, da rede e do programa como um todo. No âmbito das coleções nacionais, que, na maioria dos casos, são financiadas por recursos públicos e com indexação altamente seletiva, o bom desempenho dos periódicos é esperado em consonância com os objetivos específicos do SciELO de contribuir para o aumento sustentável da qualidade editorial, visibilidade, uso e impacto dos periódicos. Além dos objetivos específicos que se aplica a toda a rede, as coleções nacionais são governadas por prioridades determinadas pelas políticas e condições nacionais.

O desempenho dos periódicos e das coleções SciELO são avaliadas nos seguintes critérios:

• Institucionalidade, que se refere às instituições responsáveis pelos periódicos e respectivas comunidades de pesquisa como indicadores de sustentabilidade financeira e operacional dos periódicos e de credibilidade;

• Boas práticas de edição e comunicação científica, que se refere à obediência aos critérios SciELO de indexação que implica na adesão às boas práticas de comunicação científica e na adoção das inovações;

• Visibilidade, Uso e Impacto, que se referem aos seguintes contextos:

◦ Indicadores de acesso e downloads aos arquivos de textos completos dos artigos nos formatos HTML e PDF;
◦ Indicadores ou métricas de citações recebidas considerando diferentes índices de periódicos;
◦ Indicadores de presença na Web ou altmétricas.

O escopo proposto para este grupo de trabalho abrange a análise do desempenho dos periódicos de acordo com os critérios acima, tendo em consideração as especificidades das diferentes áreas temáticas e dos diferentes países. As análises e o debate destas três dimensões serão conduzidos por especialistas em comunicação científica e bibliometria com o apoio de representantes das coleções nacionais, editores de periódicos e especialistas.

GT5 – Inovações na Publicação Científica e o Futuro dos Periódicos e da Avaliação por Pares

Com o progresso em direção à ciência aberta, a comunicação científica está enfrentando uma nova onda de inovações em direção a maior abertura e celeridade da publicação de pesquisa que afetará profundamente a maneira como a função da avaliação por pares é realizada e o papel geral dos periódicos em assegurar a qualidade e agregar valor aos manuscritos.

Várias iniciativas estão promovendo a adoção generalizada de preprints de acesso aberto como um estágio inicial formal da publicação de pesquisas, que é usual desde os anos 90 na área de física e ciências afins. Ademais, na última década, novas formas de realizar a avaliação de manuscritos surgiram para substituir ou melhorar os métodos tradicionais, que são amplamente criticados por serem lentos e caros, além de pouco transparentes.

Periódicos de qualidade sem fins lucrativos de países emergentes e em desenvolvimento conseguiram acompanhar as principais inovações trazidas pela Internet. Além dos aspectos técnicos da publicação digital, há uma ampla adoção do Acesso Aberto no fluxo internacional de informação científica. A nova onda de inovações que afetam a função da avaliação por pares e a evolução do papel dos periódicos impõem novos desafios aos países emergentes e em desenvolvimento em relação à publicação científica. A adoção destas inovações é essencial para o progresso do programa SciELO como iniciativa líder em acesso aberto que tem por objetivo aprimorar a comunicação científica.

O objetivo deste workshop é analisar e discutir em profundidade o estado da arte e as principais tendências da função da avaliação por pares, suas modalidades e a crescente adoção de mecanismos para agilizar a publicação, como os preprints e como eles afetam e potencialmente renovam o papel dos periódicos. Essas recomendações pretendem orientar as políticas do SciELO na avaliação de manuscritos e na adoção de preprints.

GT6 – Workshop sobre uso dos dados da base de dados SciELO

A base de dados SciELO armazena e disponibiliza registros de metadados e de textos completos de aproximadamente 700 mil artigos de diferentes disciplinas e idiomas, originadas das coleções nacionais de periódicos da Rede SciELO de 16 países. Os registros de metadados contém os campos de dados das referências bibliográficas dos artigos (título, autor, periódico fonte, data, resumo e palavras chaves) e das referências dos documentos citados nos textos artigos (título, autor, fonte, data) que são disponibilizados pelo SciELO em acesso aberto com atribuição CC-BY.

Ao mesmo tempo, os metadados de todos os artigos indexados no SciELO, publicados nos últimos 10 anos, estão também armazenados e disponibilizados na base de dados do SciELO Citation Index na plataforma WoS e na base de dados Dimensions. Da mesma, forma estão disponíveis nas bases de dados Scopus e WoS os metadados dos artigos dos periódicos indexados por esta base.

O SciELO constitui portanto uma notável fonte de dados bibliométricos para o estudo das produções científicas dos países da Rede SciELO.

O escopo deste grupo de trabalho / workshop é compartilhar metodologias e tecnologias de acesso e exploração dos dados da base de dados SciELO, com destaque para a introdução ao uso de técnicas de ciência de dados com o concurso da linguagem Python, o acesso aos dados com a linguagem R com vistas a análises estatísticas e técnicas de acesso e uso dos dados das bases de dados SciELO Citation Index e Dimensions.

GT7 – Portais Institucionais de periódicos e a transição para a ciência aberta

Os portais institucionais de periódicos operam nas principais universidades e instituições de pesquisas dos países da Rede SciELO com objetivos comuns de contribuir para fortalecer a sustentabilidade, promover o aperfeiçoamento dos periódicos e sua visibilidade. Em muitos casos, compartilham periódicos indexados nas respectivas coleções nacionais da Rede SciELO.

O escopo do grupo de trabalho compreenderá, por um lado, a análise das políticas, modelos de gestão, funções, objetivos, metodologias, experiências exitosas e desafios dos portais institucionais em prol do aperfeiçoamento e visibilidade dos periódicos publicados no âmbito da instituição.

Por outro lado, o grupo, discutirá a interoperabilidade e compatibilidade com o Modelo SciELO de Publicação de coleções nacionais de periódicos, em particular no que se refere à adoção de padrões e práticas comuns como critérios de seleção, indicadores comuns ou compatíveis de uso e desempenho, textos em XML/JATS e, mais especificamente, das boas práticas de comunicação da ciência aberta, como preprints e gestão de dados de pesquisa. A compatibilidade contribuirá para racionalizar infraestruturas, baixar custos e aumentar a interoperabilidade.

O grupo deverá contar com a participação de lideranças dos portais institucionais de periódicos e a expectativa é que o compartilhamento de experiências, conclusões e recomendações contribuam para o aperfeiçoamento da gestão e operação dos portais e sua interoperabilidade com as coleções SciELO.

GT8 – Relevância dos livros acadêmicos na comunicação da pesquisa

O livro acadêmico é um dos tipos clássicos de literatura científica. Embora presente em todas as áreas do conhecimento, a sua relevância na comunicação da pesquisa é destacada com mais ênfase nas áreas de humanas, literatura, letras e artes. Nos demais campos predomina quase que exclusivamente a comunicação via artigos em periódicos ou em proceedings de conferências e congressos. Este fato é evidenciado pela composição temática das coleções de livros indexados e publicados pelo programa SciELO Livros, pelos índices bibliográficos internacionais e pela distribuição das citações dos artigos dos periódicos SciELO.

Além das editoras comerciais, a grande maioria das universidades e institutos de pesquisa e desenvolvimento e uma minoria de sociedades científicas e associações profissionais dos países da Rede SciELO operam editoras que além dos livros de texto e de divulgação científica publicam obras que comunicam resultados de pesquisas. Ao mesmo tempo, os sistemas nacionais de avaliação da produção científica contam com metodologias ou sistemas de avaliação de livros complementando os de periódicos. Em menor escala que os periódicos, a publicação de livros acadêmicos é também parte integral das infraestruturas de pesquisa.

A publicação online de livros acadêmicos e sua indexação além de ampliar radicalmente a sua visibilidade em relação à versão em papel o que contribui para aumentar o uso e impacto por citações. Uma das consequências positivas da publicação online e indexação é permitir a inserção e a interoperabilidade dos livros acadêmicos no fluxo de comunicação científica. Em particular, o Programa SciELO tem como uma das suas funções maximizar a interoperabilidade entre as pesquisas o que requer além dos periódicos a disponibilidade online dos livros seguindo padrões internacionais.

O escopo deste grupo de trabalho é analisar a relevância do livro acadêmico na comunicação da pesquisa, o estado atual e tendências da publicação online, indexação e avaliação de livros acadêmicos nos países da Rede SciELO e os desafios para a adoção de padrões que maximizem a sua visibilidade, uso e impacto.

Painéis da Conferência SciELO 20 Anos (26-28 de Setembro):

1.1 – Conhecimento científico como bem público global. O futuro da comunicação da pesquisa. SciELO como bem público global

Em desenvolvimento.

1.2 – Ciência aberta: abertura de dados, materiais, métodos e códigos de programas

Ciência Aberta é um movimento para tornar a pesquisa científica, seus dados e disseminação acessível a todos os níveis da sociedade. Este movimento considera aspectos como Acesso Aberto, Dados Abertos, Pesquisa Reprodutível e Software Aberto.

Cada um destes aspectos apresenta particularidades que precisam ser avaliadas e discutidas pela comunidade científica de modo que sejam estabelecidas diretrizes que facilitem a disseminação de informações científicas.

O grande desafio que se apresenta está no estabelecimento de práticas efetivas e eficazes que permitam aos periódicos acrescentar estas demandas em suas linhas editoriais, de modo a não apenas permitir que dados, softwares e métodos possam ser acessíveis, como também de estimular a comunidade a fazê-lo.

Considerando estas questões, este painel tem como proposição discutir aspectos importantes sobre o avanço da comunicação das pesquisas. Alguns deles estão colocados nos critérios de indexação SciELO, como é o caso do referenciamento de materiais das pesquisas para transparência e reprodutibilidade.

Ementa

Criterios FAIR, conceitos e implementação; desafios para a publicação de dados e métodos; politicas institucionais para dados abertos; adoção das diretrizes TOP (Transparency,and Openness Promotion); repositórios de software; repositórios de dados por áreas temáticas.

1.3 – Ciência aberta: controle de qualidade, transparência e ética

Em desenvolvimento.

2.1 – Abertura da conferência – falam as autoridades

Em desenvolvimento.

2.2 – Acesso Aberto – rotas rumo à universalização: soluções nacionais douradas

A adoção de políticas nacionais, regionais e institucionais para promover o livre acesso ao conhecimento científico contribuíram significativamente para impulsionar o crescimento do acesso aberto. Nesse contexto, a via dourada representa uma das mais importantes rotas para a universalização do acesso aberto a literatura científica e as soluções empregadas complementam os avanços do acesso aberto globalmente com a contribuição das editoras comerciais que passaram a adotar progressivamente soluções de acesso aberto, o surgimento dos megajournals de acesso aberto e dos repositórios de acesso aberto de artigos publicados em periódicos de acesso restrito. Nos últimos anos vimos também a flexibilização das licenças de uso que contribuem para o aumento do número de publicações em acesso aberto, principalmente em consonância com os princípios e as práticas de ciência aberta.

Embora o aumento das publicações em acesso aberto seja perceptível, a distribuição desses títulos entre os países não é homogênea; dois contextos se destacam. De um lado estão os países com uma importante tradição na publicação comercial, especialmente nos EUA, no Reino Unido, na Holanda e na Alemanha e cujo avanço para o acesso aberto é dependente de modelos de negócios que assegurem os retornos financeiros às grandes editoras; e do outro, estão principalmente as economias emergentes, cujos periódicos não despertam muito interesse comercial, sendo majoritariamente publicados em acesso aberto. Entre estes dois ambientes, há ainda iniciativas nacionais de países desenvolvidos que publicam periódicos fora do circuito comercial das grandes editoras.

Nesse cenário, a América Latina é sabidamente uma das regiões do mundo mais avançadas na utilização do modelo de publicação em acesso aberto, como estratégia, para aumentar a visibilidade à produção científica dos países da região. Esse protagonismo é grande medida impulsionado por iniciativas nacionais e regionais, com destaque para o pioneirismo do SciELO, que por meio de seu modelo descentralizado, promoveu o desenvolvimento de uma rede de coleções nacionais de periódicos em acesso aberto, com foco nas condições e prioridades de cada país. Na maioria destes países as coleções refletem a implantação de políticas públicas de apoio à infraestrutura de pesquisa e sua comunicação com ênfase nos periódicos publicados nacionalmente.

Por meio de soluções similares, outros países também têm destacado a importância dos periódicos editados nacionalmente para os respectivos sistemas nacionais de pesquisa, e têm aplicado esforços no desenvolvimento de coleções nacionais de periódicos em acesso aberto (França, Sérvia, Japão, dentre outros) como um dos componentes essenciais de suas estratégias de participação ativa no fluxo global de produção e comunicação científica.

Diante do exposto, este painel analisará as principais características das soluções nacionais mais relevantes, avanços já alcançados, as barreiras e os desafios para a universalização do acesso aberto e alinhamento com a ciência aberta.

Ementa

Periódicos de acesso aberto vida dourada, características das soluções nacionais, modelos de financiamento do acesso aberto, métricas sobre o estado do acesso aberto, barreiras para universalização do acesso aberto, políticas em prol do acesso aberto em consonância com as práticas de ciência aberta.

2.3 – Acesso Aberto – rotas rumo à universalização: vias douradas, verdes, híbridas, outras

O Acesso Aberto cada vez mais é parte determinante das estruturas e dos processos de comunicação científica, particularmente no emergente modus operandi da ciência aberta, que supõe a abertura de todos os componentes da pesquisa. Atualmente, a maioria das instâncias, produtos e serviços de comunicação científica fazem referência ao acesso aberto de alguma forma. Os índices bibliográficos passaram a identificar os artigos em acesso aberto. Novos publishers foram criados, a maioria das editoras comerciais passou a publicar periódicos em acesso aberto ou oferecer aos autores a possibilidade de publicar artigos em acesso aberto em periódicos por subscrição. Surgiram os megajournals de acesso aberto. Nos países em desenvolvimento predominam as publicações em acesso aberto, com destaque para o pioneirismo do SciELO publicando periódicos em acesso aberto a partir de 1998, quatro anos antes da declaração de Budapest Open Access Initiative. A modalidade de preprints com a disponibilização em acesso aberto dos manuscritos antes da avaliação e publicação em periódicos cresce e surgem novas ferramentas. Nos últimos anos surgiram vários modelos inovadores de promover o acesso aberto aos artigos dos periódicos, como consórcios ou crowdfunding de bibliotecas. Ainda há dificuldade e resistência dos publishers em desenvolver modelos financeiros que viabilizem o acesso aberto, e segue opaco o cálculo das taxas de processamento de artigos (APC). Mas, a força principal que pode viabilizar a universalização do acesso aberto são as políticas públicas, sendo o melhor exemplo atualmente é o programa Horizonte 2020 da Comissão Europeia.

Diante deste panorama, este painel analisará avanços já alcançados, as soluções promissoras e as barreiras que persistem nas rotas rumo a universalização do acesso aberto.

Ementa

As modalidades clássicas de acesso aberto – periódicos via dourada, híbrido e artigos via verde, novos modelos de financiamento do acesso aberto, métricas sobre o estado do acesso aberto, barreiras para universalização do acesso aberto, políticas em prol do acesso aberto.

3.1 – Comunicação rápida: preprints, peer-review, publicação contínua

Acesso livre e aberto, processo de avaliação transparente e difusão das pesquisas de maneira rápida, compartilhada e  com participação colaborativa de forma clara para toda a sociedade são alguns dos princípios da Ciência Aberta. O reconhecimento e a adoção de práticas de pesquisa abertas estão crescendo, incluindo novas políticas que aumentam o acesso público à literatura acadêmica e estimulam a abertura de códigos e o compartilhamento de dados para sua reprodução. Dentre estas iniciativas que estão reconfigurando a comunicação científica, o preprint vem se consolidando como um promissor espaço para o conhecimento livre, aberto e transparente, agilizando o processo editorial. O preprint constitui o primeiro passo formal de disponibilização pública dos manuscritos antes da sua aprovação por um periódico.

As lógicas de editoração, pautadas em princípios norteadores da ciência, sempre estiveram no poder decisório do editor. Desde a escolha de pareceristas à distribuição dos artigos aprovados em publicação de edições, a gestão do tempo para editorar mantendo qualidade, periodicidade e rapidez no retorno sobre a produção sempre foi um desafio para os editores. E essa gestão do tempo se torna um desafio ainda maior para o processo de editoração no Brasil, e em parte da América Latina, cuja manutenção de periódicos ocorre, sobretudo, a partir de trabalhos voluntários. Diante deste cenário, iniciativas que busquem tornar a comunicação científica mais rápida e mais transparente surgem como soluções para as dificuldades diárias da editoração científica, como o preprint, a publicação contínua e a avaliação aberta por pares, por exemplo.

Diante desta nova reconfiguração do processo editorial, este painel tem como proposta discutir o panorama da comunicação científica rápida e transparente, buscando compartilhar experiências que vêm sendo desenvolvidas que respondem às demandas editoriais sobre a gestão do tempo  e da qualidade dos trabalhos publicados em periódicos científicos e, em particular, para apoiar o desenvolvimento da política de preprint do Programa SciELO.

Ementa

Os desafios da editoração científica e a ética editorial sobre a gestão do tempo e da qualidade; iniciativas para a comunicação rápida da ciência; métricas e indicadores alternativos da visibilidade científica; experiência de preprint e de comunicação contínua no cenário nacional e internacional; dinâmicas editoriais do preprint e seus modelos no mercado; as demandas do fluxo contínuo; modalidades abertas de avaliação por pares: peer-review, open peer-review e crowd-based peer review; os espaços de comunicação rápida nas plataformas sociais acadêmicas.

3.2 – Estrutura dos artigos científicos: padrões, XML, edição de manuscritos

Em desenvolvimento.

3.3 – Interoperabilidade, visibilidade, credibilidade

Em desenvolvimento.

4.1.1 – O impacto político e social dos periódicos e das pesquisas que comunicam

Mais do que um termo “guarda-chuva”, a ciência aberta avança no sentido de ampliar e integrar o movimento pelo acesso aberto à literatura científica a outras frentes, como os dados científicos abertos, as ferramentas científicas abertas, os cadernos abertos de laboratório, a educação aberta e a ciência cidadã.

Esse “movimento de movimentos” transforma o cenário e a dinâmica de colaboração, comunicação e difusão da ciência, ampliando suas condições para responder a novas e complexas questões da contemporaneidade, ao mesmo tempo em que colocando novos desafios. Abrem-se, por um lado, novas possibilidades de geração de benefícios sociais, econômicos e ambientais, bem como de inovação, associadas ao aumento do alcance, da velocidade e da qualidade da produção e circulação do conhecimento científico, seus resultados e possíveis usos.  Por outro, impõem-se novos requisitos institucionais e tecnológicos à adoção de políticas, estratégias e práticas da pesquisa aberta (regulações, capacitações, infraestruturas, ferramentas), e os custos daí derivados. Desenvolve-se, assim, uma nova economia da ciência aberta, juntamente com novos modelos de negócio, com repercussões sobre o presente e o futuro dos periódicos científicos e de sua relação com outros sistemas de publicação e publicização científica emergentes nesse quadro, bem como com os aparatos de monitoramento, avaliação e financiamento da pesquisa.

Ao mesmo tempo, trata-se de enfrentar o desafio de transpor a barreira entre ciência (e suas diversas formas de disponibilização de dados) e política. Hoje temos um abismo nesta interface que deveria estar se estreitando para que, cada vez mais, as decisões políticas, particularmente aquelas que afetam mais diretamente as áreas social e ambiental, sejam baseadas em ciência de qualidade e plural. Para estreitar essa relação, são necessários esforços para compatibilizar linguagens e tempos que permitam o diálogo virtuoso entre esses dois campos.

Cabe por fim reconhecer as distintas implicações desse cenário em transformação para países mais e menos desenvolvidos, colocando novas oportunidades e barreiras para seus sistemas de ciência, tecnologia e inovação e seus respectivos reposicionamentos no cenário global.

Ementa

Ciência aberta, comunicação da ciência e os desafios do desenvolvimento sustentável; publicações abertas e inovação; a nova economia (política) da ciência aberta e suas infraestruturas de comunicação científica: custos e benefícios (acadêmicos, sociais, econômicos); requisitos políticos e institucionais; modelos de negócio emergentes das publicações científicas abertas; oportunidades e desafios para os países em desenvolvimento.

4.1.2 – Presença na Web dos periódicos e das pesquisas que comunicam

Este painel abordará a avaliação da presença na Web dos periódicos e das pesquisas que comunicam no contexto da transição para a ciência aberta.

A ciência aberta é uma prática científica com linhas de ação em consonância com o desenvolvimento da cultura digital, e engloba a abertura e transparência das pesquisas, seus métodos e materiais, a promoção da visibilidade e do acesso aberto e fontes de informação, a construção colaborativa do conhecimento e a participação do público. Uma das características importantes da ciência aberta é o uso de métricas alternativas de impacto das pesquisas e de seus (re)usos.

Para os periódicos, ter uma boa presença online tem se mostrado uma estratégia inicial nesse cenário para aumento de visibilidade e de audiência, por tornar seus artigos mais acessíveis, e permitir conexões e engajamento com a comunidade científica. Do website institucional das revistas, aos portais de periódicos a que pertencem, às bases de dados nacionais e internacionais que o indexam, como perfis no Google Acadêmico ou em plataformas de blogs e mídias sociais acadêmicas como Academia.edu, Mendeley, Research Gate e as gerais como o Facebook e Twitter, o investimento na presença web dos periódicos e das pesquisas que comunicam requer planejamento e dedicação por parte de editores e equipe editorial.

O presente painel busca contribuir com o debate desses canais de presença web que favorecem a visibilidade e impacto do periódico e de suas pesquisas, seja diante de sua comunidade científica ou com o público em geral, levando em consideração seus propósitos distintos de uso e aplicação.

Ementa

Tecnologias web, canais de promoção da visibilidade de periódicos e de suas pesquisas. Desafios da manutenção da presença web. O marketing científico digital e os indicadores de desempenho. Abordagens webométricas e a aplicabilidade de indicadores como o Web Impact Factor (WIF) e o Social Media Impact Factor (SMIF) para periódicos. Atenção online e métricas alternativas das pesquisas. Estudos comparativos de desempenho entre métricas web e tradicionais.

4.2 – Impacto científico/acadêmico dos periódicos – indicadores baseados em citações e outros

Este painel aborda a aplicação dos métodos bibliométricos e cientométricos aplicados na avaliação dos periódicos e das pesquisas que publicam.

A mensuração de impacto de periódicos científicos por meio de citações tem origem nas atividades dos documentalistas do final do século XIX, no intuito de organizar as publicações de áreas específicas. Os desdobramentos destes esforços logo lançaram mão de abordagens quantitativas visando a compreensão de tendências, que permitiram estabelecer, por exemplo, o núcleo de periódicos e autores nas diversas áreas, tornando-se insumo importante para historiadores e sociólogos da ciência.

No que diz respeito ao tratamento da informação científica, os ensaios da primeira metade do século XX se materializaram em um sistema que ofereceria uma nova forma de recuperação da informação – no sentido diacrônico –, permitindo identificar a relação que a literatura passa a estabelecer a partir da publicação de um artigo. A esta relação, que expressa a repercussão de um novo conhecimento na literatura, não levou muito tempo para se atribuir a ideia de impacto científico, cuja expressão se dá através da citação. O índice de citação então revoluciona a maneira de acessar a literatura na segunda metade do mesmo século, ao mesmo tempo em que se torna uma fonte exclusiva para os indicadores de impacto, que a partir dali passariam a representar a ciência mundial em processos avaliativos ao redor do mundo.

Na virada para o século XXI, diversos fatores – como o custo das assinaturas, a sub representatividade da literatura científica de países cujo idioma não é o inglês, assim como as diferentes práticas de comunicação científica entre áreas do conhecimento – deram lugar a iniciativas que visavam fontes de informação mais abrangentes, e que ao mesmo tempo viabilizassem o acesso livre à informação científica. Contudo, além da questão do acesso, a já estabelecida necessidade de mensuração de impacto não poderia ser ignorada, a fim de prover os consolidados processos de avaliação da produção científica com indicadores mais adequados.

Neste sentido, é preciso que as novas fontes de informação, tirando proveito das novas metodologias propostas pela comunidade especialista em métodos quantitativos de avaliação da ciência, possam contribuir com indicadores que tornem a avaliação da produção científica nacional (brasileira) mais condizente com a realidade nacional. Logrando este feito, espera-se que as discussões do grupo contribuam não apenas para evidenciar o melhor do que tem sido produzido localmente, mas permitir que periódicos científicos editados nacionalmente, em particular, os da Rede SciELO, tenham seu impacto reconhecido, viabilizando uma circulação do conhecimento científico global e inclusiva.

Ementa

Fontes de informação para geração de indicadores de impacto; especificidade da cultura de comunicação científica nas diferentes áreas, especialmente as Ciências Humanas e Sociais; as limitações do Fator de Impacto e indicadores baseados em periódicos da corrente principal (mainstream); metodologias para geração de indicadores de impacto alternativo; sistemas de avaliação nacionais e o uso de indicadores bibliométricos; multilinguismo e periódicos de países não-anglófonos; a circulação do conhecimento científico e os tipos de periódicos.

4.3 – O futuro é aberto

Em desenvolvimento.

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